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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ser feliz!

 
 
A vida vai passando e todo mundo só quer ser feliz.
O que faz você feliz?
E prá ser feliz, o que você faz?
O Pão de Açúcar perguntou isso centenas de vezes, mas a minha ficha ainda não tinha caído.
As mensagens de fim de ano me fizeram recordar o slogan e finalmente entender as perguntas.
Mas afinal... O que você FAZ prá ser feliz?
Se me perguntassem, assim, de sopetão, a resposta seria superficial até uns dias atrás. Mas agora que eu parei para pensar, acho que tenho uma resposta mais profunda.

Fazer os outros felizes é muito bom. Quando você está feliz, quer que todos à sua volta estejam também. E pode até se incomodar vendo que a pessoa não faz nada. Mas será que ela não está feliz assim?

Estar em harmonia com a família me faz feliz, mas como tudo, às vezes tem altos e baixos.

Fazer aula de violão me faz feliz, mas achei que seria mais fácil, e estou há seis meses martelando as cordas sem muito resultado.

Conhecer lugares me faz feliz. Pode ser uma rua, um restaurante, uma cidade, um país... mas nem sempre a grana permite.

Um dia quente, de sol, me faz feliz. Nenhuma reclamação de calor alheia me tira o sorriso do rosto. Mas sempre tem um dia sem sol.

Dormir bem à noite me faz feliz. Tem quem ache dormir perda de tempo ou atraso de vida. Já eu, concordo com a letra da música "Amor de Índio" que ♫ lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver ♫. Mas sempre tem o horário para levantar.

Ser útil me faz feliz. Mas eu nunca perguntei para os que estão por perto "o que faz você feliz".

Ajudar na missa, colaborar com a organização da paróquia, dar uma de jornalista usando o que aprendi na escola para disseminar os ensinamentos da igreja católica, me faz feliz. Mas nem sempre agrada a outros.

Tomar um café, comer um pão de queijo, ou hamburguer, ou qualquer coisa que eu tiver a fim: isso me faz feliz. E aqui, penso na diferença entre ser feliz e estar satisfeito.

Fui ao dicionário* e aprendi que não há diferença: Feliz > que se sente satisfeito, realizado = contente. Também estão nas definições: abençoado, que teve sucesso.

Estou de bem com a vida.



*"feliz", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/feliz [consultado em 07-01-2014].

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sobre o teatro

Eu sou daquele time "Vá ao teatro, mas não me chame". Sempre digo que não gosto de teatro. A mim parece sempre que os atores estão pagando mico, se humilhando, forçando uma situação, tentando convencer. Nunca me parece natural como é no cinema ou na televisão. Acho constrangedor mesmo.
Mas há uns dois anos, quando minha filha mais nova anunciou sua decisão de entrar num grupo teatral, achei que era fogo de palha, curiosidade adolescente. Que ainda não acabou e continua me levando a assistir suas apresentações, e me fazendo pensar que teatro às vezes é divertido. Só não sei ainda se gosto porque conheço o pessoal e acompanho suas lutas para produzir as peças.
Por mais que tentem me convencer que é bom para o desenvolvimento intelectual, social, que "teatro é arte, é cultura, é experiência", bla-bla-blá, continuo com a impressão que os defensores do teatro apenas têm vergonha de dizer que não acham graça na coisa. Não querem parecer analfabetos culturais, afinal, a arte dramática é um objeto semiótico por natureza, seja lá o que quer dizer isso.
Também acho desnecessários os palavrões que o povo do teatro tanto gosta de proferir. E disso já tratei aqui.
Quantas dinâmicas de grupo participei quando era uma desempregada procurando vaga no mercado de trabalho. Isso sempre me incomodou por não saber se deveria representar, fingir ou ser eu mesma. Ou fingir ser eu mesma representando a candidata ideal. Talvez daí minha aversão ao teatro.
Mas também nunca faltei nas apresentações das minhas filhas, desde o berçário, a ponto de me emocionar com a menina deitada no palco, vestida de elefantinho, junto com as outras, que apenas ficavam lá, balançando as perninhas. Coisa linda. E daí que nestes dois anos já fui a saraus, improvisos, teatro cantado, dançado e ensaiado. E continuo torcendo para que acabe logo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Felicidade


Em 1979, eu com quinze anos, me lembro de estar indo para a aula, primeiro ano noturno do Ensino Médio, e me dar conta que estava feliz. Eu já trabalhava hà uns quatro anos e portanto, comecei a estudar à noite na sétima série. Eu tinha um emprego, uma família unida, todos trabalhando, casa própria, carro, amigos e até uma paixão adolescente. Me sentia admirada física e intelectualmente.
Logo que entrei na faculdade - 1982 - já não estava tão feliz assim. Achava meu emprego medíocre, terminei um namoro mais sério, que durou uns três anos, costumo dizer que "fiquei boba" e provoquei minha demissão de um emprego após quatro anos de casa.
Vendi assinaturas de revistas na Editora Abril, trabalhei com fotografia, auxiliando o trabalho de um "profissional" em casamentos, aniversários, eventos públicos.
Daí entrei numa refinaria de petróleo, ótimo emprego, fui feliz ali por dois anos, mais ou menos. Fui demitida numa manhã que o chefe acordou de mal humor, sem motivo, ao que me consta.
Nesse meio tempo, casei. Não tinha completado um ano de casada quando perdi o emprego. Vai ver, o ex-chefe não gostava de trabalhar com mulheres casadas.
Lembro que aos 21 anos, ano em que casei, queria que chegasse logo os trinta, mas já falei disso aqui. Talvez não estivesse feliz, afinal.

Estou há meses ensaiando este post.
É que, com esse título, é complicado pensar no passado. A inspiração vem e vai.
Mas hoje resolvi postar.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ano Novo Astral

Ontem completei 48 anos. Logo cedinho ganhei o primeiro presente, um guarda-chuva novo das minhas filhas, que mais tarde me deram também uma blusinha da Criatiff, minha nova loja preferida de roupas. Uma quinta-feira quente, que teve chuva forte à tarde e à noite.

Comprei bombons para retribuir o carinho dos colegas de trabalho, que vieram me abraçar. Trabalhei normalmente, como gosto de fazer nos meus aniversários que caem em dia útil. Ganhei um mimo de uma colega de trabalho, uma bolsa da minha sogra e R$50 do meu marido. Presente em dinheiro é sempre bom. Fizemos uma janta especial, mas sem convidados de fora, porque hoje também é dia útil e tenho que levantar cedo para trabalhar.

Foi meu primeiro aniversário no Facebook e perdi a conta de quantos me cumprimentaram por lá, achei muito legal. Também recebi emails e telefonemas, como sempre.
Me senti muito querida esse ano. Foi bem gostoso.

Não fiz festa. O que iria gastar foi usado na viagem durante o Carnaval para Foz do Iguaçú, de comum acordo com o pessoal lá de casa. Pode ser mais egoista, mas também foi muito bom viajar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - parte V

Nosso último dia em Foz do Iguaçú foi mais um dia de calor abafado. Voltei com meu marido no Paraguai, fomos e voltamos de ônibus urbano internacional, compramos uma mala para acomodar as coisas extras que trouxemos da viagem, que não couberam nas malas que levamos, e também porque malas são realmente baratinhas em Ciudad Del Este.

Depois de fazer o check-out do Hotel Luz, almoçamos na casa da família local, e à tarde, já descansados, fomos visitar a Usina de Itaipú, completando nosso roteiro programado. Por estar em período de seca, as comportas estavam fechadas, mas o passeio vale mesmo assim, pela imensidão das construções e pelas paisagens únicas do local. Começa com um vídeo sobre a história da construção, com explicações técnicas e políticas. Depois vamos de ônibus até os mirantes, ouvindo mais explicações do guia turístico e onde pudemos fotografar. O ônibus passa pela parte mais alta da Barragem, com o lago Itaipú de um lado e a Usina do outro. Fizemos a "visita panôramica"(R$20,10 por pessoa), uma das cinco opções de passeio possíveis, cada um com seu custo, claro. Por esse motivo fica um gosto de quero+, vontade de voltar outras vezes para ver mais, conhecer mais, andar mais.

Conhecemos também outra atração de Foz, o Templo Budista, que não estava no roteiro, mas valeu a visita.

Voltamos para a casa da família local, que nos recebeu com um lanche reforçado, onde tinha até a "sopa paraguaia" que é uma espécie de torta salgada. Eu gostei.
Embarcamos de volta às 18h45 da terça de carnaval, chegamos na rodoviária do Tietê pouco mais de 10h30.

Valeu cada real. Estou registrando aqui para não esquecer detalhes dessa aventura. Foi muito mais do que consigo traduzir em palavras. Sonho antigo realizado. Obrigada pela companhia.

Vamos pro próximo?

Carnaval 2012 - parte IV

A segunda feira de carnaval foi reservada para conhecermos o Paraguai. Fomos de carona até perto da ponte da amizade, e atravessamos a pé, entrando na Ciudad del Este do jeito mais simples. Nosso amigo local nos acompanhou para que não nos perdêssemos na confusão de lojas e pessoas. Muitos se referem a Ciudad del Este como uma 25 de março ampliada. Há preços em reais, em dólares e em guarani - moeda local.
Mas não achei nada assim tãããão mais barato que valesse comprar, ainda mais que tudo tem acréscimo quando se fala em pagar com cartão de crédito. E o dólar é uma incógnita na sua próxima fatura. E tudo é à vista. Só paguei mesmo o McDonald's, que foi nosso almoço, e gostei de conhecer a Cajita Feliz e saber que Quarteirão era 1/4 sei lá do quê, nem me lembro.
Aprendi que paraguaio não tem uma comida especial, as pessoas comem na rua sem a menor cerimônia, vi gente com marmitex de macarrão na mão, em pleno canteiro central da avenida.

Voltamos para Foz de ônibus urbano internacional - olha que interessante, não sem passar pela fiscalização da fronteira, que cismou com meu marido, mandou ele descer para registrar as compras dele antes de seguir viagem, mas depois ele contou que nem registraram nada, só precisou pegar o próximo ônibus.

À noite a família local nos levou de carro pelas ruas da cidade e posso dizer que conheço bem Foz do Iguaçú.

Carnaval 2012 - parte III

Nosso segundo dia em Foz do Iguaçú começou com um calor forte. Por lá o povo sobrevive em ambientes com ar condicionado. No verão é muito quente e no inverno muito frio. Então, todo lugar que você entra tem ar refrigerado e mais os ventiladores, que não tem aparelho de ar condicionado que dê conta.
Aproveitamos a proximidade para conhecer Puerto Iguazu, na fronteira da Argentina. Fomos primeiro no Dutty Free Shopping, minha primeira vez numa Zona Franca, com produtos importados de várias partes do mundo, a preços em dólares mais em conta que em S.Paulo. A decoração é fantasia pura e vi mesmo alguns produtos que nunca tinha visto. Lá compramos nossos alfajores, aproveitando o preço bom. Visitamos também o marco das Três Fronteiras. É interessante estar na Argentina e a poucos metros do Brasil e do Paraguai. E tem barraquinhas em volta para quem quer souvenirs, lógico. Depois fomos um pouco mais adentro da cidade, pedimos as legítimas empanadas argentinas, acompanhadas da cerveja local (Quilmes), e uma travessa de frios, com queijos, salames e azeitonas. O mais legal é poder ouvir as pessoas falando e sentir cheiros e gostos estrangeiros.
Na volta entramos em um cassino para conhecer e brincar um pouco, sem se deixar levar pela empolgação para não gastar muito, porque tudo é em dólar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - parte II






No mesmo dia que chegamos à Foz do Iguaçú, depois de 16 horas de viagem, fomos conhecer as Cataratas. Emocionante. Espetáculo.




Preço salgado para o privilégio de ver o que a natureza fez de graça, mas está tudo muito bem cuidado, estruturado para visitação, dá para engolir a tarifa de conservação (R$24,60 por pessoa em fev/2012 - Inclui colaboração para o Fundo Iguaçu, diz o ingresso). Além das Cataratas propriamente ditas, o Parque Nacional oferece outros atrativos, mas todos pagos à parte, então ficamos só na visita básica, por uma pequena trilha que margeia as quedas, com quatis quase domesticados pelo caminho. Dá para chegar a cinco metros de distância da cachoeira. Uma parte relativamente nova (inaugurada em 1993) leva você até bem perto das corredeiras, onde o povo têm jogado moedas na água (deve haver um tesouro na parte mais baixa).


Apesar da beleza, em poucas horas cansamos e voltamos para o Hotel Luz. À noite nosso guia local nos levou para conhecer a noite de Foz, jogamos boliche e comemos pizza, como se fôssemos moradores nativos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - parte I

Sol nascendo na manhã do sábado, 18 de fevereiro, posto Brasilia - PR


Não gosto de viajar em feriado prolongado. Tive péssimas experiências que me convenceram que o melhor que se pode fazer é ficar em casa ou pelo menos não ir muito longe.
Passar transtornos para ir ou para voltar, ficar horas no trânsito lento, chegar no destino e descobrir que não dá para fazer muita coisa porque o lugar está abarrotado de gente, ou que qualquer distração é muito cara para seu orçamento.
Mas o Carnaval passado foi diferente. Tomamos a decisão de viajar com a antecedência necessária para planejar algumas coisas e fomos os quatro para Foz do Iguaçú. Bem verdade que o sonho de conhecer as Cataratas era mais meu e bem antigo. Mas penso que todos curtiram o passeio.

A ida foi programada para a sexta de carnaval. Daí pode imaginar o trânsito complicado. E ainda choveu forte à tarde. Saímos de S.Paulo mais ou menos às 18h30, num ônibus velho e barulhento da Viação Pluma. Por uma Castelo Branco anda-para, passamos por Sorocaba, Londrina, Campo Mourão, Cascavel, Medianeira e chegamos lá mais ou menos 10h30 do sábado 18, sem muitos atrasos, com muito desconforto, num ônibus que balançava prá caramba prá cima, prá baixo, pros lados...

O Hotel Luz fica do outro lado da rua da Rodoviária de Foz. Muito bom, recomendo. Minha filha tem um amigo na cidade e a família dele nos recebeu com muito carinho. E foi a melhor coisa ter alguém familiarizado com a cidade, porque nos levaram a todos os lugares e deram todas as dicas para aproveitarmos o máximo da viagem.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O tempo passa


Minha filha postou no Twitter algo sobre 100 metas para 1000 dias. Eu já estava pensando em escrever sobre o que espero para os meus próximos 5 ou dez anos. E constatei que nunca fiz planos tão longos na minha vida.

Separando "vontades" de "planejamento", porque algumas coisas eu quiz fazer durante muitos anos, mas sem muita seriedade. Se desse, bem, se não desse, bem também. Fui vivendo um dia, uma semana, um ano ou dois de cada vez. Fui vivendo conforme a vida se apresentava. Me lembro que logo após casar, tentava imaginar como eu estaria aos 30.

Não me dei muito mal, eu acho. Fiz a primeira faculdade aos 18, casei aos 21, entrei no serviço público aos 23, tive duas filhas aos 26 e 30 anos, financiei casa própria e primeiro carro aos 32, fiz a segunda faculdade aos 44. E lá se vão os anos. Já são mais de dois anos que não realizo grande coisa. As vontades começam a se apresentar. Sempre gostei de estudar.

Tive vontade de fazer paisagismo. Adoro cenários bem cuidados, jardins, acabamentos inteligentes, ambientes planejados, beleza natural na decoração. Pesquisando o assunto, vi que para fazer como eu gostaria, precisaria entender de impermeabilização, hidráulica, eletricidade, construção... muito mais que o conteúdo do curso de paisagismo abrange. Arquitetura ou engenharia? Engenharia mecânica parece dar uma boa base daqueles assuntos. Talvez seja minha próxima faculdade.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Limpando as teias de aranha

Passei o mês de agosto que nem vi, e já estamos na segunda quinzena de setembro. Reparei que minha ânsia de escrever e registrar meu cotidiano é bastante abrandada pelos posts no Twitter. Quase todos os dias acho algo interessante para revelar por lá (@ceciliacar). No começo de setembro completei 25 anos de casamento. Foi difícil, viu? Eu estava no último ano de faculdade e talvez alguém tenha me dito "espera acabar a faculdade", mas não me lembro de ninguém. Eu tinha um bom emprego e estudava à noite na FAAP. Alugamos um apartamento quinze dias antes da data marcada para o casamento no civil, que foi uma semana antes do religioso. E por essa época o então noivo queria desistir. Convites já distribuídos, mobília sendo providenciada, e ele queria adiar o evento. Fizemos o curso de noivos na Candelária e pós-graduação na igreja de Sant'Ana. Lembro que quando resolvemos nos casar, muitos não acreditavam que daria certo. Falei pra ele: temos a obrigação de sermos felizes, pra calar a boca de meio mundo. Conquistamos essas Bodas de Prata depois de muitas diferenças apontadas, descobertas boas e ruins, brigas sim, mal-entendidos, choros, risos, duas filhas, casa própria com carro na garagem, tempestades e bonanças. O balanço é positivo, afinal realizamos coisas boas. Viajamos, festejamos e levamos o dia a dia numa boa. As meninas estão bem, nós vamos nos recauchutando (a idade é fogo) e preparando uma festa para comemorar a Prata. Podíamos viajar juntos para marcar a data, mas preferimos (sempre) festejar com a família e amigos, investir na alegria dos abraços e sorrisos queridos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quando eu tinha vinte e poucos anos

Quando eu tinha vinte e poucos anos, queria que chegasse logo os trinta. Na minha cabeça, o que eu tivesse conquistado aos trinta seria meu legado. Casa, carro, emprego, filhos. Depois dos trinta não mudaria muita coisa. Bem. Foi quase isso. Primeiro veio o emprego público. São 23 anos que estou nessa vida. Depois as filhas, uma aos 26 outra aos 30. Por último a casa e o carro no mesmo ano - 1996, quando eu completava 32 anos. Mas ainda fiz uma faculdade, que não estava nos meus planos, mas me deu muita satisfação, aos 44-45 anos.

Vou pegar vinte dias de férias a partir do dia 12. Não tenho recursos para viajar muito, tudo é muito caro e somos em quatro, se não estivermos juntos nem tem graça. Eu não faço questão de viajar para longe, ficar semanas fora de casa. Gosto de curtir o ócio, dormir até a hora que bem entender, sem compromisso, nem o da diversão. Treino para aposentadoria? Será que quando eu souber que as férias não terminarão em poucas semanas vou continuar sentindo prazer no ócio?

Tenho mil planos para quando chegar essa época, apesar de faltar bons anos ainda. Penso em fazer os cursos que ainda não fiz - violão, desenho, artesanato, natação. Penso em fazer muito turismo local - museus, parques, feiras, congressos. Penso que terei mais disposição para caminhadas e alimentação saudável.

Mas às vezes duvido muito. O dinheiro será o mesmo de hoje, ou menos. Se agora não tenho grana para passear tanto, como fazer? Ah! Mas meus planos incluem muita coisa gratuita. Será que vou?