Quando leio uma coluna do Walcyr Carrasco ou da Eliane Brum, penso se um dia reconhecerei o nome de algum colega da classe de Jornalismo, Uninove Formandos 2009. Tenho certa facilidade de decorar nomes completos, reconheço e quase sempre sei de onde. Já fazia essa busca pelos colegas de Publicidade e Propaganda, Faap Formandos 1985. Devo ser a única que acompanha premiações de campanhas publicitárias, demissões e contratações de agências de propaganda, tentando reconhecer algum nome. E não desisto de acompanhar os letreiros finais de programas jornalísticos na TV. Quem sabe? Seria um alento saber que algum - de tantos - seguiu firme na carreira escolhida. Que tantos anos dedicados à universidade não foram em vão para todos nós. Não precisa ser âncora, diretor ou redator. Bastava figurar na equipe. Será falta de talento nosso? Ou dos professores?
De minha parte, já disse por aqui, meus diplomas foram para a gaveta. Nem quadro na parede mereceram. Continuo sem perspectiva de utilizar profissionalmente minha dupla formação universitária. Não quero aqui desanimar ninguém. Não foi totalmente em vão. A primeira faculdade acomodou minha ânsia criativa e organizou minhas ideias, e em vários momentos da minha vida, senti que aquele conhecimento adquirido me foi útil. A segunda fauldade foi pensada como opção de ocupação e vontade de aprender coisas novas e me deu satisfação pessoal.
Torço muito pelo sucesso de todos os meus ex-colegas de classe.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
quarta-feira, 18 de maio de 2011
O tempo passa

Minha filha postou no Twitter algo sobre 100 metas para 1000 dias. Eu já estava pensando em escrever sobre o que espero para os meus próximos 5 ou dez anos. E constatei que nunca fiz planos tão longos na minha vida.
Separando "vontades" de "planejamento", porque algumas coisas eu quiz fazer durante muitos anos, mas sem muita seriedade. Se desse, bem, se não desse, bem também. Fui vivendo um dia, uma semana, um ano ou dois de cada vez. Fui vivendo conforme a vida se apresentava. Me lembro que logo após casar, tentava imaginar como eu estaria aos 30.
Não me dei muito mal, eu acho. Fiz a primeira faculdade aos 18, casei aos 21, entrei no serviço público aos 23, tive duas filhas aos 26 e 30 anos, financiei casa própria e primeiro carro aos 32, fiz a segunda faculdade aos 44. E lá se vão os anos. Já são mais de dois anos que não realizo grande coisa. As vontades começam a se apresentar. Sempre gostei de estudar.
Tive vontade de fazer paisagismo. Adoro cenários bem cuidados, jardins, acabamentos inteligentes, ambientes planejados, beleza natural na decoração. Pesquisando o assunto, vi que para fazer como eu gostaria, precisaria entender de impermeabilização, hidráulica, eletricidade, construção... muito mais que o conteúdo do curso de paisagismo abrange. Arquitetura ou engenharia? Engenharia mecânica parece dar uma boa base daqueles assuntos. Talvez seja minha próxima faculdade.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Lembrando da faculdade

Com a constante inovação na área dos equipamentos digitais, as pessoas não acompanham as novidades com a velocidade com que são lançadas. O impacto da tecnologia na sociedade faz proliferar a convergência de utilidades incluídas em cada novo aparelho, que rapidamente viram objetos de desejo e também rapidamente são substituídos.
Em cada sala de espera do nosso cotidiano um aparelho de transmissão está ligado para distrair-nos ou informar-nos. A TV está nos aparelhos de telefone móveis e nos computadores, em qualquer lugar que estejam.
Assistimos diariamente o nascimento de novos meios de comunicação, com conteúdos experimentais ou conveniados com mídias já consagradas.
O conteúdo da programação televisiva já está disponível numa tela acoplada ao caixa do supermercado, nos corredores dessas lojas. É possível assistir uma programação própria produzida especialmente para ser veiculada durante as viagens do Metrô e em algumas linhas de ônibus.
O texto acima fez parte do memorial descritivo de um programa novo, fruto de um trabalho em grupo apresentado no meu 7º semestre de jornalismo, para o professor João Luis Gago Batista na matéria Produtos Jornalísticos (2009 na Uninove). A ideia era fazer um programa mais ou menos assim:Criar um novo meio de divulgação e publicação de matérias, lançamentos, fotos, eventos e outras atividades ligadas ao uso de novas mídias. Aproveitar a grande demanda de produtos de informática e inserir o programa como mais uma opção de informação selecionada, popularizando a perspectiva tecnológica como a situação do presente e não mais de um futuro inacessível e distante.
O programa Pocket’s World tem matérias focadas no lançamento de novas formas de comunicação e suas variações.
O Pocket’s World foca tanto a informação oral quanto visual, e preza também pela publicidade, indicação de links, sites e livros, falando diretamente ao público que quer aprender mais sobre as novas mídias e suas possibilidades, atualizar seus conhecimentos sobre informática, conhecer exemplos práticos, dicas, orientações objetivas e indicação de ferramentas e soluções modernas de comunicação.
O programa piloto Pocket’s World tem três blocos de sete minutos, intercalados por campanhas de interesse público com duração de 15 segundos. O tempo é utilizado de forma que o telespectador mantenha interesse no programa, sem perder a noção do assunto com entrevistas longas. Serão inseridas duas passagens com entrevistas pré-gravadas sobre o tema do programa.
Éramos cinco: eu, Murilo, Wander, Willians e Lucas. Fizemos muita coisa juntos na faculdade. O programa mesmo não saiu do papel. O professor não gostou de nada. Mas foi legal sonhar com a possibilidade de produzir algo a partir do zero, parecia mesmo que seria um sucesso.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
SPAM

Abro esse post para falar dos emails que tenho recebido, principalmente de candidatos a cargos públicos. Não sou filiada a partido nenhum nem tenho preferência por qualquer deles. Em apenas um dos meu endereços recebi 35 emails de candidatos a tudo, até deputado na Bahia (e eu com isso? Eles acham que vou fazer campanha para eles aqui de São Paulo?). Só da Marta - senadora - recebi dez em 15 dias, uma das mais insistentes. Ainda acho que foi pouco. Imagino as assessorias avaliando se insistir pela internet não acaba indispondo o eleitor indeciso, no lugar de convencê-lo. Na verdade ainda não existem meios de quantificar a campanha virtual. Mas é um barato: tem candidato que pede prá gente baixar o material e distribuir. Haja convicção das propostas para isso. Outros mandam só a foto e o número, como se a gente fosse escolher candidato pelo sorriso dele.
Para não dizer que é SPAM, eles incluem lá no finalzinho em letras miúdas: você se cadastrou ou foi incluído por amigos. Ou então disfarçam a roupagem com ares jornalísticos, como um informativo.
Outros que amolam bastante são vendedores. De plano de saúde, de seguro, consórcio, baladas, assinaturas de revistas e jornais, que nunca têm link para cancelar ou se têm não funciona.
E tem aqueles que você até se cadastra, depois não consegue mais cancelar.
Quem trabalha com comunicação vive nessa angústia: como aproveitar bem o recurso da internet sem "queimar a imagem" do assessorado? Sabendo que a memória do povo é curta, como garantir que a mensagem seja assimilada e gere o feedback esperado?
Por mais que haja estudos sobre o assunto, continuo achando que é tudo precário ou chutado mesmo. Não tem como medir o alcance, muito menos o retorno, das campanhas lançadas pela internet, seja política, seja humanitária, religiosa, cidadã...
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Jornalista diplomada
Hoje fui na Uninove Barra Funda buscar meu diploma. Resolvi registrar o fato neste Blog porque meus dois seguidores declarados são ex-colegas de classe.
Olha, não foi emocionante não. Mesmo porque festa eu já fiz na colação e no baile que foram há meses. (Parei aqui e fui conferir no Orkut prá ver a data, e descobri que não registrei isso. Como diz a Luísa: nota mental, procurar saber quando foi e corrigir essa falha.)
Agora é esperar o Tribunal Regional do Trabalho resolver sua greve para pedir meu MTB. Chique né?
Como já disse pelo Twitter: mais um diploma para a coleção. Que está numa gaveta qualquer aqui de casa. Nunca trabalhei na área de comunicação social. Sou funcionária pública há 23 anos e vou aposentar por ali. O ano e meio, dois, que trabalhei com a assessoria da comunicação do Iprem foi bem legal, mas foi. Não estou mais e parece-me dificil voltar porque não depende de competência e sim de indicação política. Então tô fora. Que a Flávia não me leia. Ela estagiou comigo no Iprem e trabalhamos juntas. Mas ela sabe do que estou falando.
Cumprir expediente tem sido meu trabalho desde abril de 2009. O salário no fim do mês é o mesmo, mas é triste vc sentir que pode fazer mais e não te dão oportunidade, pelo contrário, o que acontece é vc ouvir "fica na sua e não reclama". Partir para outra? Falta coragem.
Eu investi muito no Iprem, fiz até outra faculdade esperando reconhecimento. Não veio até agora. Procurar outro emprego? Já tenho um, porque complicar minha vida? Tá eu sei: realização profissional.
Mas por enquanto prefiro planejar a segunda carreira para quando estiver aposentada. O que deve levar bons sete anos ainda. Muita água vai rolar por baixo da ponte. Deus sabe.
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Dos tempos da faculdade
Menos de seis meses do final do curso de jornalismo já dá prá falar dos tempos da faculdade como passado?
Para compor uma matéria especial para o Dia das Mães, eu e a Luísa fomos procuradas pelo portal R7 para conceder uma entrevista na semana passada. O especial foi publicado no domingo às 14h30. É sempre uma experiência interessante.
Sem falsa modéstia, enviei o link por email para um monte de conhecidos. Alguns retornaram, sempre elogiando, e o interessante foi retomar o contato com o pessoal da Uninove. O professor Alexandre foi quem nos indicou para a Agência Casa de Notícias, intermediária do R7. A professora Ana Lúcia revelou me ver como exemplo para colegas e professores. O William concordou com minhas declarações e passou o endereço do seu novo blog sobre a Copa do Mundo de Futebol.
Nesse meio tempo tive notícias da Flávia, da Gabriela e da Érika que também têm blogs. O Miralles está sempre no Twitter e outros colegas também criaram perfis, mas pouco aparecerem por lá. Soube que a Mayra pretende fazer intercâmbio, seguindo a Lidyane. Mas é só.
Gostaria de manter contato com muitos outros. De vez em quando encaminho uns emails para uns e outros, mas sem retorno.
E eu gostaria de saber o que o pessoal da minha ex-sala achará quando souber que a professora Cilene não dá mais aula na Uninove. Lembro quando ela "rogou uma praga" na turma dizendo que daria aula até para nossos filhos. Eu era a mais suscetível, por causa da Luisa. E a Cilene até chegou a dar umas aulas para a turma da Luísa, mas abandonou o curso, simplesmente. O professor Newton contou para a turma da Luísa que a Cilene estava em Brasília, cuidando dos interesses da revista deles, Com Ciência Ambiental.
Link da matéria do R7
Para compor uma matéria especial para o Dia das Mães, eu e a Luísa fomos procuradas pelo portal R7 para conceder uma entrevista na semana passada. O especial foi publicado no domingo às 14h30. É sempre uma experiência interessante.
Sem falsa modéstia, enviei o link por email para um monte de conhecidos. Alguns retornaram, sempre elogiando, e o interessante foi retomar o contato com o pessoal da Uninove. O professor Alexandre foi quem nos indicou para a Agência Casa de Notícias, intermediária do R7. A professora Ana Lúcia revelou me ver como exemplo para colegas e professores. O William concordou com minhas declarações e passou o endereço do seu novo blog sobre a Copa do Mundo de Futebol.
Nesse meio tempo tive notícias da Flávia, da Gabriela e da Érika que também têm blogs. O Miralles está sempre no Twitter e outros colegas também criaram perfis, mas pouco aparecerem por lá. Soube que a Mayra pretende fazer intercâmbio, seguindo a Lidyane. Mas é só.
Gostaria de manter contato com muitos outros. De vez em quando encaminho uns emails para uns e outros, mas sem retorno.
E eu gostaria de saber o que o pessoal da minha ex-sala achará quando souber que a professora Cilene não dá mais aula na Uninove. Lembro quando ela "rogou uma praga" na turma dizendo que daria aula até para nossos filhos. Eu era a mais suscetível, por causa da Luisa. E a Cilene até chegou a dar umas aulas para a turma da Luísa, mas abandonou o curso, simplesmente. O professor Newton contou para a turma da Luísa que a Cilene estava em Brasília, cuidando dos interesses da revista deles, Com Ciência Ambiental.
Link da matéria do R7
quinta-feira, 18 de março de 2010
A situação das formandas de jornalismo
A Fernanda, que se formou em 2007, sempre fez trabalhos de promoção, e continuou fazendo mesmo jornalista formada. Há pouco tempo soube que ela está trabalhando como ajudante de palco no programa do Ratinho/SBT.
A Flávia, que se formou junto comigo em 2009, está vendendo ovos de Páscoa. Da última vez que nos falamos ela estava fazendo matérias free-lancer para uma publicação de Guarulhos.
Dos outros colegas não tenho notícia de nenhum que esteja atuando na área.
Acredito que estariam na área de jornalismo se pudessem. Será falta de sorte ou de empenho? Ou falta talento? A Luísa também não consegue nada na área de comunicação. Na universidade fingimos que aprendemos a profissão, mas apenas de olho na aprovação. Assimilar o conteúdo não quer dizer que saberemos agir na hora da exigência profissional. Por outro lado não nos dão a oportunidade de mostrar o que aprendemos. E todo mundo sabe que conhecimento não exigido se torna esquecimento.
Nos últimos onze meses me mantive ocupada, primeiro com a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, que culminou na escolha para ser apresentado como um dos dez melhores de 2009 do curso de Comunicação Social da Uninove. O tempo enorme e recursos disponíveis que tive para dedicar ao projeto me constrangeram nesse resultado. Foi justo com os colegas que têm um emprego e foram mais exigidos, mal sobrando tempo para pensar no próprio TCC? Quando virou o ano, passei a me dedicar à construção do site da igreja. Trabalhoso, mas de novo, com tempo e recursos disponíveis, foi lançado e é mantido tranquilamente. E é minha dedicação à Pastoral da Comunicação que tem me feito sentir uma jornalista, enfim. Essa semana mesmo estou “cobrindo a pauta” da festa na capela São José, pertencente à Paróquia Nossa Senhora da Anunciação, que frequento. Vou à missa, fotografo tudo, anoto as palavras mais interessantes dos padres, depois coloco as fotos no álbum virtual com os comentários e divulgo pela internet esse trabalho. Sem esquecer que desde o começo do mês fiz a publicidade do evento por email para pessoas comuns e empresas de comunicação da região.
Se vai me servir profissionalmente ou vai apenas saciar meu ego, o futuro dirá.
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