quinta-feira, 24 de março de 2016

Meus 52



Um ano a mais.

Na comemoração do meu aniversário em 2016, realizei um antigo sonho de fazer uma festa tipo discoteca, com direito a globo rodando e luzes coloridas. E enchi de bexigas, porque para mim, elás é que dão o ar festivo a qualquer ambiente. Testei várias ideias que fui juntando nos últimos meses para decorar e arregacei as mangas para a festa sair. 
Nem tudo que planejei deu certo. Algumas coisas parecem simples, mas dependem de técnicas e não funcionaram. Mas outras deram bastante certo e fizeram sucesso entre os convidados. O espaço era pequeno e não convidei todos os que eu gostaria de abraçar naquela noite, mas os que foram colaboraram muito para minha alegria.
Fazer festa é tudo de bom. Gasta-se bem mas é divertido ver o resultado.
Optar pela festa é abrir mão de outros programas bem legais, como viajar, mas de vez em quando, é preciso motivar as pessoas a se encontrarem, se verem, se abraçarem e rir juntas.
Criar lembranças boas e ter assunto para algumas semanas também.



segunda-feira, 16 de março de 2015

51 anos

 •Pensei em fazer o contrário de uma outra postagem. Ao invés de contar o que aconteceu em 30 dias, fazer uma contagem regressiva de cinquenta e um dias anteriores ao meu aniversário. Começaria dia 24 de janeiro. Na verdade comecei a escrever essa postagem em nove de janeiro.
•Quando completei 50 anos achei que seria muito especial e teria coisas ótimas para contar. Mas nem rolou nada. Este ano estou mais otimista e penso que será mais interessante.
•Ontem no supermercado uma pessoa me chamou de senhora. Logo depois outra me chamou de moça. Fiquei achando que estou dando impressões dúbias com meu visual.
•Apareceu um filhotinho de gato na garagem lá de casa. Deve ter umas 2-3 semanas de vida. Que fazer? Já temos uma gata semi-idosa, que se estranhou com o gatinho logo que o viu. Espalhamos fotos no Facebook na esperança que alguém adote.

☆É melhor viver dez anos a mil ou mil anos a dez?

•Incrível como a inspiração foge. Já estamos em 23 de fevereiro. O filhotinho continua em casa e já se dá bem com a semi-idosa. Levamos no veterinário, gastamos com remédio, ração e pote para água e comida. Descobrimos que é fêmea e demos o nome de Artemis, para combinar com a outra, que é Athena. Elas já estão se dando bem, brincam mais que brigam. A pequena dá um trabalhão, é arteira, corre como uma flecha pela casa, se enfia em todo cantinho e ainda não aprendeu que não pode subir na mesa da cozinha; nem que não pode comer a ração da outra. Morde e arranha todos na casa, mas trouxe a alegria de uma criança ao ambiente.

•Faltam apenas 21 dias para meu aniversário. Já decidi não fazer festa, apesar de ser num domingo. Na véspera, dia 14, já temos festa na família, aniversário do meu sobrinho Arthur, onde todos nos veremos. Acho que ficaria muito cansativo para todos uma festa no sábado e outra no domingo, sendo os mesmos convidados, então decidi que vou com o marido e as filhas almoçar fora no dia 15, e pronto.
•A festa do Arthur foi muito legal. Ficamos lá em casa todos acordados na sexta, 13, véspera da festa, ajudando a mãe dele a finalizar a retrospectiva dos seus dez anos. Ficamos na festa apenas na primeira metade, porque na paróquia Anunciação era dia de missa com o novo padre e também acolhida das crianças inscritas na catequese para esse ano.

•E hoje já é o dia seguinte do meu aniversário. Foi um domingo chuvoso e de protestos contra o governo Dilma. Fomos os quatro almoçar no Restaurante América do Shopping Center Norte. Uma experiência nova, como eu bem gosto. Recebi telefonemas e inúmeras mensagens virtuais e fiquei muito grata. Uma em especial: sobrou bolo, doces e salgados da festa do Arthur e minha irmã queria trazer tudo para a minha casa para comemorar meu aniversário. Eu declinei e ela levou tudo para a casa da minha mãe, onde montaram uma mesa, acenderam vela e cantaram parabéns para mim, devidamente gravado pelo celular e enviado pelo Whatsapp. Viva as redes sociais. Adorei a homenagem, que será guardada com muito carinho, para sempre.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Ser catequista


Desde outubro, mais ou menos, tenho me preparado para ensinar às crianças da minha paróquia as bases da religião católica apostólica romana.
Apesar de participar de pastorais há dez anos, nunca tinha me proposto ser catequista porque paciência não é meu forte, e paciência com crianças menos ainda.
A experiência de ensinar também não brilha no meu currículo, pois eu falo uma vez, não funcionou, parei. Azar. Não fico repetindo. Vou lá e faço. Ou deixo prá lá. É preciso que o outro/outra se interesse muito em aprender para que eu me empenhe em ficar ensinando.
Mas ver as crianças na igreja, dispostas a aprender, me animou a pensar em dar uma catequese bem dada, planejada, atenciosa, que lhes transmita a beleza de ser católica, como eu vejo a minha religião.
Não é servir a Deus por medo do inferno ou pela alegria da recompensa de um céu.
Quando a igreja católica nos ensina a amar Jesus, é porque ele veio ao mundo renovar a aliança de Deus com os homens, lembrando a gente que Deus é puro amor e ensinando como podemos ser agradáveis a esse Deus, que nos protege do mal que existe em toda parte, que perdoa nossos erros diários, nossas desobediências, nossas maldades.
Jesus veio revelar que todos podemos ser pessoas melhores, ensinando a amar ao próximo como a si mesmo, respeitar a natureza humana e a natureza em geral.
Podemos ser pessoas realizadas, mais completas, se entendermos que a salvação pregada por Jesus nos torna novas criaturas, capazes de compreender as atitudes das outras pessoas, sem condenar, sem querer o mal, amando e respeitando a vida.
Quando conseguirmos isso, seremos verdadeiros seguidores de Cristo, novas pessoas.
É assim que pretendo ensinar às crianças.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Trinta dias

Dia 27 de maio: hoje teve um incêndio grande na zona sul.
Dia 28 de maio: assisti uma palestra hoje na Escola do Servidor, ministrada por Nivaldo Grande, "Oficina Construa seu sucesso com as ferramentas do coaching", das 9h às 13h, onde ele cutuca quem não tem coragem para sair da zona de conforto.
Dia 29 de maio: fiz minha última aula de violão. Após dez meses com uma aula por semana, só sei reproduzir notas no instrumento. Não toco nada. Não é culpa do professor, só minha, que não me empenhei na lição de casa.
Dia 30 de maio: reunião da Pastoral da Comunicação na Cúria de Santana. Faço meu papel de jornalista ajudando a divulgar as atividades da igreja na região.
Dia 31 de maio: na Paróquia Nossa Senhora da Anunciação, tivemos o encerramento do mês de maio, conhecido como mês mariano, com a coroação de Nossa Senhora por crianças da catequese. E à noite, fui com meu marido para Cotia, festa de aniversário da minha tia. Levamos meu pai e minha mãe de carona, num frio danado, mas o calor humano foi maior.
Dia 1º de junho: domingo frio e dia de ficar em casa. Mas fui com a Luísa e a Marina assistir Malévola, em plena Av. Paulista, no TopCenter, que é Playart, porque o Cinemark não programa sessões legendadas na região da minha casa.
Dia 2 de junho: Minha filha Marina tinha um trabalho da faculdade para imprimir. Eu fiquei uma hora esperando na gráfica e a impressão não saiu. Arquivo muito pesado, alegaram. Tudo bem, ela conseguiu entregar no dia seguinte.
Dia 3 de junho: Trocamos o chuveiro lá de casa.
Um pouco mais de conforto para os dias frios, porque o antigo não estava dando conta.
Dia 4 de junho: não fui trabalhar para poder acompanhar minha mãe em consulta odontológica. Ela está com 72 anos e resolveu colocar próteses. Cirurgia de três horas que exige acompanhante, porque a pessoa sai grogue. Foi programa para o dia inteiro, pois só voltei para casa lá pelas três da tarde.
Dia 5 de junho: Dia de greve parcial do metrô, com o caos na cidade; depois do serviço, fui ao Center Norte, onde combinamos - eu e as meninas - de experimentar o Mc Itália:
Passei pelo supermercado e comprei demais. Pedi à Luísa para ir me ajudar com as sacolas, enquanto esperávamos a Marina. Só que o trânsito estava demais e a Marina ia demorar muito. Compramos os lanches para viagem mesmo e comemos em casa. À noite, fui na última reunião preparatória da quermesse da paróquia.
Dia 6 de junho: sexta fria e molhada, com greve do metrô ainda.
Dia 7 de junho: primeira noite da quermesse. Sou responsável pela organização do bingo, pelo terceiro ano consecutivo. Fui na 25 de março procurar prendas, mas foi dia de greve dos metroviários e de Marcha para Jesus. Trânsito pesado, muita gente na rua, sol... foi difícil.
Dia 8 de junho: Domingo de sol, dia de churrasco na casa da cunhada. Mais tarde, mais uma noite de quermesse e bingo.
Dia 9 de junho: continua a greve dos metroviários. A cidade está um caos, a três dias da abertura da Copa do Mundo de Futebol. Uma viga da construção do monotrilho caiu em plena avenida movimentada. Um operário morreu e dois ficaram feridos.
Dia 10 de junho: depois de quinze dias, continuo gostando do registro aqui. Hoje fui ao dentista, continuar o processo de implante de um dente.
Dia 11 de junho: Por causa da Copa, a mídia está incentivando a comemoração do Dia dos Namorados antecipada para hoje. Por coincidência, vou ao cinema com meu marido, depois de muuuiitos anos, para assistirmos Pulp Fiction, no Cinemark Shopping Santa Cruz.
Dia 12 de junho: Começa a Copa do Mundo de Futebol no Estádio do Corinthians. Feriado na cidade. Fui com minhas filhas assistir o jogo na casa do meu pai, com direito a muita família, bagunça e churrasco na garagem enchendo a casa de fumaça.
Dia 13 de junho: Sexta 13, dia de Santo Antônio, sexta com cara de segunda, segunda feliz porque é sexta. Dia comprido, pois trabalhei e à noite tem missa.
Dia 14 de junho: mais um sábado onde a principal atividade foi ajudar na quermesse da Paróquia Nossa Senhora da Anunciação à noite.
Dia 15 de junho: domingo de preguiça, sem novidade, encerrado com o trabalho no bingo da quermesse.
Dia 16 de junho: hoje frio e nublado, expectativa para o segundo jogo do Brasil na Copa, amanhã.
Dia 17 de junho: mais um jogo da seleção brasileira, contra o México. Vou assistir em casa.
Dia 18 de junho: último dia de trabalho antes das férias. Foi difícil levantar cedo.
Dia 19 de junho: nublado. Principal programa do dia: missa de Corpus Christi a partir de 16h.
Dia 20 de junho: sexta com cara de domingo.
Dia 21 de junho: mais uma invasão de sem teto. Virou notícia porque foi no Portal do Morumbi.
Dia 22 de junho: domingão de expectativa pro jogo de amanhã.
Dia 23 de junho: 85º aniversário do meu pai e jogo do Brasil na Copa = festa em família
Dia 24 de junho: primeiro passeio das férias: Museu do Futebol com a filha Luísa. E ainda passei na Barcelona para comer um folhado, que é obrigatório quando vou ao Pacaembú.
Dia 25 de junho: 30º dia e o post mais comprido que já postei. Hoje fui a uma consulta de Oftalmo. Fico imaginando quando eu o reler no futuro, o que terá realmente ficado marcado na minha vida.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cinquenta anos de idade.

Eu fiz cinquenta anos no dia 15 de março. Foi um sábado, então comecei a comemorar na sexta, levando bolo para o serviço e recebendo por isso vários abraços e felicitações. Pelo Facebook também foram muitos os que me parabenizaram. No sábado ganhei "parabéns a você" no final da missa e benção especial do padre. À noite fui com o marido e filhas comemorar jantando no restaurante Donavilla, na Vila Maria. Ganhei roupas da minha sogra e das filhas.
O plano era viajar com meu marido, que também completou seus 50 em fevereiro. A opção era fazer um festão conjunto. Não fizemos nem uma coisa nem outra. Mesmo assim, comemoramos bastante em família.
É verdade que até outro dia ainda estava comemorando meu aniversário, já que teve festa para os aniversariantes de março na minha sala no final do mês de março. Desde então ensaiei esse post. E ontem já completei mais 50 dias após o meu aniversário. Desculpe o clichê. mas, como passou rápido!
Eu gostei de completar 50 anos. Me sinto ótima. Tudo está bem.
Achei que seria uma postagem tão especial, mas não estou inspirada. Fica só o registro para não passar em branco.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ser feliz!

 
 
A vida vai passando e todo mundo só quer ser feliz.
O que faz você feliz?
E prá ser feliz, o que você faz?
O Pão de Açúcar perguntou isso centenas de vezes, mas a minha ficha ainda não tinha caído.
As mensagens de fim de ano me fizeram recordar o slogan e finalmente entender as perguntas.
Mas afinal... O que você FAZ prá ser feliz?
Se me perguntassem, assim, de sopetão, a resposta seria superficial até uns dias atrás. Mas agora que eu parei para pensar, acho que tenho uma resposta mais profunda.

Fazer os outros felizes é muito bom. Quando você está feliz, quer que todos à sua volta estejam também. E pode até se incomodar vendo que a pessoa não faz nada. Mas será que ela não está feliz assim?

Estar em harmonia com a família me faz feliz, mas como tudo, às vezes tem altos e baixos.

Fazer aula de violão me faz feliz, mas achei que seria mais fácil, e estou há seis meses martelando as cordas sem muito resultado.

Conhecer lugares me faz feliz. Pode ser uma rua, um restaurante, uma cidade, um país... mas nem sempre a grana permite.

Um dia quente, de sol, me faz feliz. Nenhuma reclamação de calor alheia me tira o sorriso do rosto. Mas sempre tem um dia sem sol.

Dormir bem à noite me faz feliz. Tem quem ache dormir perda de tempo ou atraso de vida. Já eu, concordo com a letra da música "Amor de Índio" que ♫ lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver ♫. Mas sempre tem o horário para levantar.

Ser útil me faz feliz. Mas eu nunca perguntei para os que estão por perto "o que faz você feliz".

Ajudar na missa, colaborar com a organização da paróquia, dar uma de jornalista usando o que aprendi na escola para disseminar os ensinamentos da igreja católica, me faz feliz. Mas nem sempre agrada a outros.

Tomar um café, comer um pão de queijo, ou hamburguer, ou qualquer coisa que eu tiver a fim: isso me faz feliz. E aqui, penso na diferença entre ser feliz e estar satisfeito.

Fui ao dicionário* e aprendi que não há diferença: Feliz > que se sente satisfeito, realizado = contente. Também estão nas definições: abençoado, que teve sucesso.

Estou de bem com a vida.



*"feliz", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/feliz [consultado em 07-01-2014].

domingo, 3 de novembro de 2013

Porque escrever?



Escrevo para organizar os pensamentos. Tem ideias que ficam rodando na cabeça da gente, e se a gente não prende elas no "papel", elas ficam indo e voltando, incomodando, pedindo uma atitude.
Também escrevo para registrar o que penso que merece o registro. Para saber que posso encontrar aquele pensamento em outra ocasião. Escrevo para aliviar a cabeça ocupada com tantos pensamentos. Para quem assistiu Harry Potter, gostaria de ter uma cristaleira para guardar as lembranças em frascos, e deixá-las disponíveis para quando eu precisasse usá-las.
Escrevo como um diálogo comigo mesmo, ainda que o blog seja aberto à leitura de outras pessoas. Não espero - na maioria das vezes - nenhum retorno, nenhuma manifestação sobre o que escrevi.
Às vezes penso em uma estória para escrever, mas depois esqueço. E daí penso se teria sido bom anotar na hora ou se realmente não tinha nenhuma importância, por isso foi esquecido. Mas se esqueci, como poderei saber se era relevante? Se fosse importante, estaria indo e voltando, incomodando, pedindo para ser registrada. Como esse post.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quando ninguém falava inglês

Na minha adolescência, ninguém que eu conhecia entendia inglês. Por mais que a gente fizesse cursinho, era muito difícil encontrar alguém que falasse uma língua estrangeira. E na época a gente gostava muito das músicas em inglês.
Sem entender nadinha, "cantávamos" o som das palavras, sem a menor idéia do significado. Isso não incomodava nem um pouco. Importava o balanço, a melodia, as rimas inventadas. Aliás, como se inventava rimas ruins...a música "Cuba" do Gibson Brothers - 1979, tinha o refrão "Cuba quiero bailar la salsa" virou "cuba, seu irmão cag# nas calças", uma outra virou "seu c* só sai de ré", .. imagina eu que nunca gostei de palavrões.
Outro problema: como a gente não entendia nada, ficava apaixonada pelas melodias melosas, achando que eram românticas, quando na verdade estavam mais para gospel: "Jesus is love",  "He Ain't Heavy, He's My Brother", "Ships"... nessa então, Barry Manilow fala do pai, de cachorros, e dançando de rosto colado, a gente imaginava romance na letra. Não existia malícia, não havia maldade. Mesmo quando James Brown cantava "Get on up and then shake your money maker" (algo como sobe em cima e balance o seu traseiro) a gente só queria seguir a coreografia. E ninguém imaginaria que Freddie Mercury era homossexual, com aquele corpo másculo. Ninguém achava Village People caricatura gay. Acho que eram tempos mais leves. A inocência perdida não tem volta.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A situação das formandas II

Quando leio uma coluna do Walcyr Carrasco ou da Eliane Brum, penso se um dia reconhecerei o nome de algum colega da classe de Jornalismo, Uninove Formandos 2009. Tenho certa facilidade de decorar nomes completos, reconheço e quase sempre sei de onde. Já fazia essa busca pelos colegas de Publicidade e Propaganda, Faap Formandos 1985. Devo ser a única que acompanha premiações de campanhas publicitárias, demissões e contratações de agências de propaganda, tentando reconhecer algum nome. E não desisto de acompanhar os letreiros finais de programas jornalísticos na TV. Quem sabe? Seria um alento saber que algum - de tantos - seguiu firme na carreira escolhida. Que tantos anos dedicados à universidade não foram em vão para todos nós. Não precisa ser âncora, diretor ou redator. Bastava figurar na equipe.  Será falta de talento nosso? Ou dos professores?
De minha parte, já disse por aqui, meus diplomas foram para a gaveta. Nem quadro na parede mereceram. Continuo sem perspectiva de utilizar profissionalmente minha dupla formação universitária. Não quero aqui desanimar ninguém. Não foi totalmente em vão. A primeira faculdade acomodou minha ânsia criativa e organizou minhas ideias, e em vários momentos da minha vida, senti que aquele conhecimento adquirido me foi útil. A segunda fauldade foi pensada como opção de ocupação e vontade de aprender coisas novas e me deu satisfação pessoal.
Torço muito pelo sucesso de todos os meus ex-colegas de classe.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sobre o teatro

Eu sou daquele time "Vá ao teatro, mas não me chame". Sempre digo que não gosto de teatro. A mim parece sempre que os atores estão pagando mico, se humilhando, forçando uma situação, tentando convencer. Nunca me parece natural como é no cinema ou na televisão. Acho constrangedor mesmo.
Mas há uns dois anos, quando minha filha mais nova anunciou sua decisão de entrar num grupo teatral, achei que era fogo de palha, curiosidade adolescente. Que ainda não acabou e continua me levando a assistir suas apresentações, e me fazendo pensar que teatro às vezes é divertido. Só não sei ainda se gosto porque conheço o pessoal e acompanho suas lutas para produzir as peças.
Por mais que tentem me convencer que é bom para o desenvolvimento intelectual, social, que "teatro é arte, é cultura, é experiência", bla-bla-blá, continuo com a impressão que os defensores do teatro apenas têm vergonha de dizer que não acham graça na coisa. Não querem parecer analfabetos culturais, afinal, a arte dramática é um objeto semiótico por natureza, seja lá o que quer dizer isso.
Também acho desnecessários os palavrões que o povo do teatro tanto gosta de proferir. E disso já tratei aqui.
Quantas dinâmicas de grupo participei quando era uma desempregada procurando vaga no mercado de trabalho. Isso sempre me incomodou por não saber se deveria representar, fingir ou ser eu mesma. Ou fingir ser eu mesma representando a candidata ideal. Talvez daí minha aversão ao teatro.
Mas também nunca faltei nas apresentações das minhas filhas, desde o berçário, a ponto de me emocionar com a menina deitada no palco, vestida de elefantinho, junto com as outras, que apenas ficavam lá, balançando as perninhas. Coisa linda. E daí que nestes dois anos já fui a saraus, improvisos, teatro cantado, dançado e ensaiado. E continuo torcendo para que acabe logo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Tomateiro

                                         (Imagem: www.josebaldaia.com)
No meu caminho para o trabalho, certa vez reparei em uma plantinha verde que brotou numa esquina. Acompanhei o crescimento dela e após um tempo identifiquei-a como um pézinho de tomate. Confirmei quando percebi as bolinhas verdes. Vi, dia após dia, os tomatinhos crescendo e pensava se "o povo" deixaria os frutos ali até amadurecerem. Ganharam um bom tamanho. Me encantava a espontaneidade da natureza, que, em plena calçada de cimento, sem qualquer cuidado, produzia tomates.
Então me dei conta: era um tomateiro regado a xixi de cachorro! #credo

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Felicidade


Em 1979, eu com quinze anos, me lembro de estar indo para a aula, primeiro ano noturno do Ensino Médio, e me dar conta que estava feliz. Eu já trabalhava hà uns quatro anos e portanto, comecei a estudar à noite na sétima série. Eu tinha um emprego, uma família unida, todos trabalhando, casa própria, carro, amigos e até uma paixão adolescente. Me sentia admirada física e intelectualmente.
Logo que entrei na faculdade - 1982 - já não estava tão feliz assim. Achava meu emprego medíocre, terminei um namoro mais sério, que durou uns três anos, costumo dizer que "fiquei boba" e provoquei minha demissão de um emprego após quatro anos de casa.
Vendi assinaturas de revistas na Editora Abril, trabalhei com fotografia, auxiliando o trabalho de um "profissional" em casamentos, aniversários, eventos públicos.
Daí entrei numa refinaria de petróleo, ótimo emprego, fui feliz ali por dois anos, mais ou menos. Fui demitida numa manhã que o chefe acordou de mal humor, sem motivo, ao que me consta.
Nesse meio tempo, casei. Não tinha completado um ano de casada quando perdi o emprego. Vai ver, o ex-chefe não gostava de trabalhar com mulheres casadas.
Lembro que aos 21 anos, ano em que casei, queria que chegasse logo os trinta, mas já falei disso aqui. Talvez não estivesse feliz, afinal.

Estou há meses ensaiando este post.
É que, com esse título, é complicado pensar no passado. A inspiração vem e vai.
Mas hoje resolvi postar.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ano Novo Astral

Ontem completei 48 anos. Logo cedinho ganhei o primeiro presente, um guarda-chuva novo das minhas filhas, que mais tarde me deram também uma blusinha da Criatiff, minha nova loja preferida de roupas. Uma quinta-feira quente, que teve chuva forte à tarde e à noite.

Comprei bombons para retribuir o carinho dos colegas de trabalho, que vieram me abraçar. Trabalhei normalmente, como gosto de fazer nos meus aniversários que caem em dia útil. Ganhei um mimo de uma colega de trabalho, uma bolsa da minha sogra e R$50 do meu marido. Presente em dinheiro é sempre bom. Fizemos uma janta especial, mas sem convidados de fora, porque hoje também é dia útil e tenho que levantar cedo para trabalhar.

Foi meu primeiro aniversário no Facebook e perdi a conta de quantos me cumprimentaram por lá, achei muito legal. Também recebi emails e telefonemas, como sempre.
Me senti muito querida esse ano. Foi bem gostoso.

Não fiz festa. O que iria gastar foi usado na viagem durante o Carnaval para Foz do Iguaçú, de comum acordo com o pessoal lá de casa. Pode ser mais egoista, mas também foi muito bom viajar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - parte V

Nosso último dia em Foz do Iguaçú foi mais um dia de calor abafado. Voltei com meu marido no Paraguai, fomos e voltamos de ônibus urbano internacional, compramos uma mala para acomodar as coisas extras que trouxemos da viagem, que não couberam nas malas que levamos, e também porque malas são realmente baratinhas em Ciudad Del Este.

Depois de fazer o check-out do Hotel Luz, almoçamos na casa da família local, e à tarde, já descansados, fomos visitar a Usina de Itaipú, completando nosso roteiro programado. Por estar em período de seca, as comportas estavam fechadas, mas o passeio vale mesmo assim, pela imensidão das construções e pelas paisagens únicas do local. Começa com um vídeo sobre a história da construção, com explicações técnicas e políticas. Depois vamos de ônibus até os mirantes, ouvindo mais explicações do guia turístico e onde pudemos fotografar. O ônibus passa pela parte mais alta da Barragem, com o lago Itaipú de um lado e a Usina do outro. Fizemos a "visita panôramica"(R$20,10 por pessoa), uma das cinco opções de passeio possíveis, cada um com seu custo, claro. Por esse motivo fica um gosto de quero+, vontade de voltar outras vezes para ver mais, conhecer mais, andar mais.

Conhecemos também outra atração de Foz, o Templo Budista, que não estava no roteiro, mas valeu a visita.

Voltamos para a casa da família local, que nos recebeu com um lanche reforçado, onde tinha até a "sopa paraguaia" que é uma espécie de torta salgada. Eu gostei.
Embarcamos de volta às 18h45 da terça de carnaval, chegamos na rodoviária do Tietê pouco mais de 10h30.

Valeu cada real. Estou registrando aqui para não esquecer detalhes dessa aventura. Foi muito mais do que consigo traduzir em palavras. Sonho antigo realizado. Obrigada pela companhia.

Vamos pro próximo?

Carnaval 2012 - parte IV

A segunda feira de carnaval foi reservada para conhecermos o Paraguai. Fomos de carona até perto da ponte da amizade, e atravessamos a pé, entrando na Ciudad del Este do jeito mais simples. Nosso amigo local nos acompanhou para que não nos perdêssemos na confusão de lojas e pessoas. Muitos se referem a Ciudad del Este como uma 25 de março ampliada. Há preços em reais, em dólares e em guarani - moeda local.
Mas não achei nada assim tãããão mais barato que valesse comprar, ainda mais que tudo tem acréscimo quando se fala em pagar com cartão de crédito. E o dólar é uma incógnita na sua próxima fatura. E tudo é à vista. Só paguei mesmo o McDonald's, que foi nosso almoço, e gostei de conhecer a Cajita Feliz e saber que Quarteirão era 1/4 sei lá do quê, nem me lembro.
Aprendi que paraguaio não tem uma comida especial, as pessoas comem na rua sem a menor cerimônia, vi gente com marmitex de macarrão na mão, em pleno canteiro central da avenida.

Voltamos para Foz de ônibus urbano internacional - olha que interessante, não sem passar pela fiscalização da fronteira, que cismou com meu marido, mandou ele descer para registrar as compras dele antes de seguir viagem, mas depois ele contou que nem registraram nada, só precisou pegar o próximo ônibus.

À noite a família local nos levou de carro pelas ruas da cidade e posso dizer que conheço bem Foz do Iguaçú.

Carnaval 2012 - parte III

Nosso segundo dia em Foz do Iguaçú começou com um calor forte. Por lá o povo sobrevive em ambientes com ar condicionado. No verão é muito quente e no inverno muito frio. Então, todo lugar que você entra tem ar refrigerado e mais os ventiladores, que não tem aparelho de ar condicionado que dê conta.
Aproveitamos a proximidade para conhecer Puerto Iguazu, na fronteira da Argentina. Fomos primeiro no Dutty Free Shopping, minha primeira vez numa Zona Franca, com produtos importados de várias partes do mundo, a preços em dólares mais em conta que em S.Paulo. A decoração é fantasia pura e vi mesmo alguns produtos que nunca tinha visto. Lá compramos nossos alfajores, aproveitando o preço bom. Visitamos também o marco das Três Fronteiras. É interessante estar na Argentina e a poucos metros do Brasil e do Paraguai. E tem barraquinhas em volta para quem quer souvenirs, lógico. Depois fomos um pouco mais adentro da cidade, pedimos as legítimas empanadas argentinas, acompanhadas da cerveja local (Quilmes), e uma travessa de frios, com queijos, salames e azeitonas. O mais legal é poder ouvir as pessoas falando e sentir cheiros e gostos estrangeiros.
Na volta entramos em um cassino para conhecer e brincar um pouco, sem se deixar levar pela empolgação para não gastar muito, porque tudo é em dólar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - parte II






No mesmo dia que chegamos à Foz do Iguaçú, depois de 16 horas de viagem, fomos conhecer as Cataratas. Emocionante. Espetáculo.




Preço salgado para o privilégio de ver o que a natureza fez de graça, mas está tudo muito bem cuidado, estruturado para visitação, dá para engolir a tarifa de conservação (R$24,60 por pessoa em fev/2012 - Inclui colaboração para o Fundo Iguaçu, diz o ingresso). Além das Cataratas propriamente ditas, o Parque Nacional oferece outros atrativos, mas todos pagos à parte, então ficamos só na visita básica, por uma pequena trilha que margeia as quedas, com quatis quase domesticados pelo caminho. Dá para chegar a cinco metros de distância da cachoeira. Uma parte relativamente nova (inaugurada em 1993) leva você até bem perto das corredeiras, onde o povo têm jogado moedas na água (deve haver um tesouro na parte mais baixa).


Apesar da beleza, em poucas horas cansamos e voltamos para o Hotel Luz. À noite nosso guia local nos levou para conhecer a noite de Foz, jogamos boliche e comemos pizza, como se fôssemos moradores nativos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - parte I

Sol nascendo na manhã do sábado, 18 de fevereiro, posto Brasilia - PR


Não gosto de viajar em feriado prolongado. Tive péssimas experiências que me convenceram que o melhor que se pode fazer é ficar em casa ou pelo menos não ir muito longe.
Passar transtornos para ir ou para voltar, ficar horas no trânsito lento, chegar no destino e descobrir que não dá para fazer muita coisa porque o lugar está abarrotado de gente, ou que qualquer distração é muito cara para seu orçamento.
Mas o Carnaval passado foi diferente. Tomamos a decisão de viajar com a antecedência necessária para planejar algumas coisas e fomos os quatro para Foz do Iguaçú. Bem verdade que o sonho de conhecer as Cataratas era mais meu e bem antigo. Mas penso que todos curtiram o passeio.

A ida foi programada para a sexta de carnaval. Daí pode imaginar o trânsito complicado. E ainda choveu forte à tarde. Saímos de S.Paulo mais ou menos às 18h30, num ônibus velho e barulhento da Viação Pluma. Por uma Castelo Branco anda-para, passamos por Sorocaba, Londrina, Campo Mourão, Cascavel, Medianeira e chegamos lá mais ou menos 10h30 do sábado 18, sem muitos atrasos, com muito desconforto, num ônibus que balançava prá caramba prá cima, prá baixo, pros lados...

O Hotel Luz fica do outro lado da rua da Rodoviária de Foz. Muito bom, recomendo. Minha filha tem um amigo na cidade e a família dele nos recebeu com muito carinho. E foi a melhor coisa ter alguém familiarizado com a cidade, porque nos levaram a todos os lugares e deram todas as dicas para aproveitarmos o máximo da viagem.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tunel do Tempo



- Salve!
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo...
- Um ano ou mais
- Posso sentar um pouco?
- Faça o favor...

Não. Não estou falando com meu próprio Blog, por causa do tempo decorrido desde o último post.

Ouvindo MPB4 cantar essa música hoje, lembrei de um tempo em que, para ter a letra da música, precisava ouvir vinte vezes, e ia anotando partes, até conseguir a íntegra. Ouvia no toca-discos, e ia tirando a agulha para escrever um trecho, voltava a tocar, parava, anotava, tocava mais um pouco, conferia se não faltava uma palavra. Às vezes penava para entender o intérprete, inventava alguma rima. Isso tudo por que era bastante difícil obter uma cópia da letra impressa. Comparando com a Internet hoje, ninguém pode imaginar a satisfação de copiar uma letra da música preferida em um caderno comum.

domingo, 5 de junho de 2011

Consequências das nossas escolhas

Às vezes eu imagino o que poderia ser diferente na minha vida, se no passado eu tivesse feito outras escolhas. Vários destinos diferentes passaram pela minha janela.
Houve um tempo em que eu quis ser professora. E se eu tivesse levado adiante? O que isso implicaria no meu atual status de trabalho? Teria eu casado, comprado uma casa? Estaria morando em que bairro?
Minha vontade era ter seguido a carreira de desenhista publicitário. Gostava de propaganda e de desenho. A liberdade de criação publicitária que o desenho permite me seduzia. Na hora de escolher o vestibular, pés no chão, me percebi sem a menor técnica em desenho. Como iria enfrentar uma prova específica? Fiquei só com a publicidade e me contentei em criar para outros produzirem. Mas também nunca consegui uma oportunidade profissional na área. Demorei uns 15 anos para ir buscar meu diploma na FAAP, simplesmente porque não precisei dele. E do arquivo da faculdade, ele foi para uma gaveta no meu quarto.
E se eu não tivesse investido tempo e dinheiro (leia-se minha vida dos 18 aos 22) naquele curso?
Teria continuado no meu emprego. na seção pessoal da empresa de ônibus Parada Inglesa?
Porque teve isso. Depois de quatro anos trabalhando naquele escritório, entrei na faculdade e "me achei" boa demais para continuar ali. Provoquei minha demissão. De bobeira. Sei lá. Era um bom lugar para trabalhar. Tinha alguma chance de crescer lá dentro. Porque saí?
E todo dia tem uma decisão que pode mudar o futuro. Talvez por isso eu ainda leia com atenção meu horóscopo. Porque conforta pensar que não importa a escolha, o destino está escrito nas estrelas. É só confiar que vai dar certo.
Para quem esperava um "em Deus" depois daquele "confiar", não se engane. Acredito na proteção de Deus, mas acredito também no livre arbítrio que a gente tem e às vezes estraga os planos que Ele tem para nós.