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quinta-feira, 19 de maio de 2011

A violência em nome da sustentabilidade

Acho mesmo uma violência disfarçada de boas intenções essa história de proibir a distribuição e venda de sacolas plásticas em todo o comércio da cidade. Igual a violência que é proibir a circulação de automóveis em determinados dias e lugares. Querer conscientizar pela força, impondo comportamentos, multando, proibindo. Não pode ser a única saída. Há que se educar a população para que não descarte as sacolas indevidamente e para que regulem seus carros para poluírem menos. Melhor seria obrigar as indústrias a desenvolverem produtos ecológicos acessíveis à maioria da população, antes de proibir qualquer coisa.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Lembrando da faculdade


Com a constante inovação na área dos equipamentos digitais, as pessoas não acompanham as novidades com a velocidade com que são lançadas. O impacto da tecnologia na sociedade faz proliferar a convergência de utilidades incluídas em cada novo aparelho, que rapidamente viram objetos de desejo e também rapidamente são substituídos.

Em cada sala de espera do nosso cotidiano um aparelho de transmissão está ligado para distrair-nos ou informar-nos. A TV está nos aparelhos de telefone móveis e nos computadores, em qualquer lugar que estejam.

Assistimos diariamente o nascimento de novos meios de comunicação, com conteúdos experimentais ou conveniados com mídias já consagradas.

O conteúdo da programação televisiva já está disponível numa tela acoplada ao caixa do supermercado, nos corredores dessas lojas. É possível assistir uma programação própria produzida especialmente para ser veiculada durante as viagens do Metrô e em algumas linhas de ônibus.

O texto acima fez parte do memorial descritivo de um programa novo, fruto de um trabalho em grupo apresentado no meu 7º semestre de jornalismo, para o professor João Luis Gago Batista na matéria Produtos Jornalísticos (2009 na Uninove). A ideia era fazer um programa mais ou menos assim:Criar um novo meio de divulgação e publicação de matérias, lançamentos, fotos, eventos e outras atividades ligadas ao uso de novas mídias. Aproveitar a grande demanda de produtos de informática e inserir o programa como mais uma opção de informação selecionada, popularizando a perspectiva tecnológica como a situação do presente e não mais de um futuro inacessível e distante.

O programa Pocket’s World tem matérias focadas no lançamento de novas formas de comunicação e suas variações.
O Pocket’s World foca tanto a informação oral quanto visual, e preza também pela publicidade, indicação de links, sites e livros, falando diretamente ao público que quer aprender mais sobre as novas mídias e suas possibilidades, atualizar seus conhecimentos sobre informática, conhecer exemplos práticos, dicas, orientações objetivas e indicação de ferramentas e soluções modernas de comunicação.

O programa piloto Pocket’s World tem três blocos de sete minutos, intercalados por campanhas de interesse público com duração de 15 segundos. O tempo é utilizado de forma que o telespectador mantenha interesse no programa, sem perder a noção do assunto com entrevistas longas. Serão inseridas duas passagens com entrevistas pré-gravadas sobre o tema do programa.

Éramos cinco: eu, Murilo, Wander, Willians e Lucas. Fizemos muita coisa juntos na faculdade. O programa mesmo não saiu do papel. O professor não gostou de nada. Mas foi legal sonhar com a possibilidade de produzir algo a partir do zero, parecia mesmo que seria um sucesso.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Desperdício de dinheiro público

Assisti a prefeitura de São Paulo gastar meu dinheiro trocando as calçadas em frente ao Cingapura da Av.Zaki Narchi - Vila Guilherme. Não precisava. A calçada estava em boas condições. Mas a referida avenida é de grande circulação. Dá visibilidade. E lá foram eles colocar a tal calçada "verde", com os tais blocos intertravados e uma faixa com grama. Começou o desperdício aí: plantaram a grama primeiro, depois foram colocar grades e pintar muretas, serviço que estragou boa parte da grama recém-plantada. Agora, pouco tempo depois, resolveram plantar árvores nessa calçada. Desmontaram vários quadrados no piso intertravado para abrir buracos para as mudas, que são tão altas que quase encostam nos fios dos postes. Imagina quando essas árvores crescerem: vão atrapalhar a fiação com certeza. Isso, SE crescerem, né, porque a muda pode nem pegar naquele solo pobre em nutrientes. E já não chegava os postes, orelhões, caçambas de lixo, agora temos árvores atrapalhando a circulação dos pedestres, que deveria ser a função de toda calçada. O que foi feito do projeto Passeio Livre?
E pensar que tudo é feito com o meu dinheiro.
Porque é tão difícil para a administração pública planejar uma obra simples como uma calçada?
Aliás, porque não vão fazer calçadas lá na periferia onde não tem calçamento nenhum? Porque escolher uma avenida movimentada para refazer um serviço que nem reforma precisava? Outro descalabro são os canteiros centrais: cada vez que muda o Subprefeito, eles mudam a concepção do canteiro central das avenidas movimentadas, não sei se para mostrar serviço ou para impor sua marca. Uma hora fazem muretas, depois quebram muretas, daqui a pouco replantam tudo... só desperdício de dinheiro público.