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quinta-feira, 19 de maio de 2011
A violência em nome da sustentabilidade
Acho mesmo uma violência disfarçada de boas intenções essa história de proibir a distribuição e venda de sacolas plásticas em todo o comércio da cidade. Igual a violência que é proibir a circulação de automóveis em determinados dias e lugares. Querer conscientizar pela força, impondo comportamentos, multando, proibindo. Não pode ser a única saída. Há que se educar a população para que não descarte as sacolas indevidamente e para que regulem seus carros para poluírem menos. Melhor seria obrigar as indústrias a desenvolverem produtos ecológicos acessíveis à maioria da população, antes de proibir qualquer coisa.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Defendendo meu direito de pensar
A campanha da TV contra a distribuição de sacolinhas plásticas no comércio motiva minha manifestação. Porque não vai ao ar nenhum testemunho a favor das sacolas. Eu prefiro levar as compras do supermercado em sacolas, aquelas mesmas "abomináveis" de plástico. Não desperdiço, só aceito sacolas de bom tamanho; se o que compro é pequeno, dispenso a sacola, coloco direto na bolsa.
Sou responsável na reutilização. Não jogo fora simplesmente, reaproveito sempre que possível. Quando não dá, descarto com outros recicláveis, não misturo no lixo comum. Mas reportagens da TV não consideram essa possibilidade. Aliás, defendo sacolas mais resistentes, o que contribuiria para diminuir a quantidade em circulação.
Reparem que os defensores da extinção de sacolas plásticas todos têm carros. Vai carregar suas compras numa caixa de papelão e a pé, de bicicleta ou de transporte público para sentir o drama. Aliás, nenhuma das alternativas disponíveis (cestas acopláveis recicladas, caixas plásticas dobráveis, carrinhos de lona e dobráveis), substituem bem as sacolas.
Se não tiver mais sacolas no supermercado, vou ter que comprar sacos para usar nas lixeiras e para separar os recicláveis. E adivinha do que são feitos esses sacos. Já preparem a próxima campanha: Abominem sacos de lixo feitos de plástico.
O que não dá para engolir é uma campanha para convencer o consumidor a pagar pelas sacolas, sejam de plástico, papel, ecológicas, tecido... Como se isso fosse salvar o meio ambiente. É o mesmo que cobrar para você usar o estabelecimento. Já não chega pagar taxa de manutenção para usar cartão de crédito, pagar imposto por produtos básicos, pagar a vistoria do próprio carro, pagar convênio particular para usar médicos e dentistas, que deveriam ser mantidos pelos impostos já pagos?
Então, vamos lá, aos que acham que as sacolas plásticas são um vício que deve ser combatido:
- Exija sacolas biodegradáveis gratuitas.
- Mesmo ecológicas, só aceite se a compra for grande e se for mesmo precisar da sacola.
- Reutilize embalagens de qualquer material, sempre que possível.
Se a campanha é contra plástico largado na natureza, não esqueçam de pedir sacos de lixo biodegradáveis, abominem garrafas pet, brinquedos de plástico, embalagens não reaproveitáveis, isopor, etc.
E abaixo os que propalam o fim das sacolas de supermercado como se isso fosse a salvação "de um mundo melhor para as futuras gerações".
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quinta-feira, 3 de março de 2011
Blogs que eu sigo
Uma dificuldade no ambiente digital é selecionar o que você lê. Dá para ficar perdido se não escolher algumas direções. Os blogs que eu sigo, por exemplo, sigo por uma motivação: me identifico com eles. Alguns não escrevem nada há anos, mas continuo seguindo, na esperança que retomem o projeto de publicar conteúdo em suas páginas. São ex-colegas da faculdade, ou pessoas conhecidas, ou de assuntos que me interessam. Nessa última categoria, entra o Mirepoix, da Débora Cordeiro, que conheço virtualmente há muitos anos. Ela fala de tudo, mas seu forte é gastronomia, de um jeito que eu gosto: não é só postar receitas. É falar de culinária, de ingredientes, de equipamentos, de cultura, livros... até história de santo ela descreve. Adoro. Ela também "linka" seu blog com o Twitter. E agradece seus seguidores oferecendo brindes de vez em quando, como está acontecendo agora.
Vai lá conhecer e aproveita para participar do sorteio da Ecobag.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
SPAM

Abro esse post para falar dos emails que tenho recebido, principalmente de candidatos a cargos públicos. Não sou filiada a partido nenhum nem tenho preferência por qualquer deles. Em apenas um dos meu endereços recebi 35 emails de candidatos a tudo, até deputado na Bahia (e eu com isso? Eles acham que vou fazer campanha para eles aqui de São Paulo?). Só da Marta - senadora - recebi dez em 15 dias, uma das mais insistentes. Ainda acho que foi pouco. Imagino as assessorias avaliando se insistir pela internet não acaba indispondo o eleitor indeciso, no lugar de convencê-lo. Na verdade ainda não existem meios de quantificar a campanha virtual. Mas é um barato: tem candidato que pede prá gente baixar o material e distribuir. Haja convicção das propostas para isso. Outros mandam só a foto e o número, como se a gente fosse escolher candidato pelo sorriso dele.
Para não dizer que é SPAM, eles incluem lá no finalzinho em letras miúdas: você se cadastrou ou foi incluído por amigos. Ou então disfarçam a roupagem com ares jornalísticos, como um informativo.
Outros que amolam bastante são vendedores. De plano de saúde, de seguro, consórcio, baladas, assinaturas de revistas e jornais, que nunca têm link para cancelar ou se têm não funciona.
E tem aqueles que você até se cadastra, depois não consegue mais cancelar.
Quem trabalha com comunicação vive nessa angústia: como aproveitar bem o recurso da internet sem "queimar a imagem" do assessorado? Sabendo que a memória do povo é curta, como garantir que a mensagem seja assimilada e gere o feedback esperado?
Por mais que haja estudos sobre o assunto, continuo achando que é tudo precário ou chutado mesmo. Não tem como medir o alcance, muito menos o retorno, das campanhas lançadas pela internet, seja política, seja humanitária, religiosa, cidadã...
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