quinta-feira, 1 de julho de 2010

A temível folha em branco

Fico imaginando como deve ser difícil para um escritor terminar um livro. Por mais de um mês eu não consegui escrever um post num simples blog, que não tem compromisso, só tem dois seguidores, não ganho nem perco nada com ele. Várias vezes os assuntos me surgiram, mas acabei não desenvolvendo e as ideias passaram. Imagino se tivesse obrigação de escrever. As estórias do dia a dia passam e parecem não ter mais graça no dia seguinte. Mas na verdade, o registro delas as torna eternas. O jeito de contar é o que fica. Ocorre que o Twitter tem satisfeito minha vontade de roteirizar minha vida. Há mais de um ano mantenho os posts naquela rede social. Acompanho a produção de mais de cem tuiteiros e mais de cinquenta lêem o que escrevo lá. Como tudo deve ser dito em até 140 caracteres, é rápido e fácil acompanhar e ser acompanhado. E quando não temos assunto podemos repassar boas postagens de outros. Dependendo de quem você acompanha, muitas frases interessantes podem fazer parte da sua própria lista de posts. Sabe aquela vontade de contar para todo mundo a música que você está ouvindo, a sua expectativa sobre qualquer assunto, um jogo da Copa, uma festa, o resultado de um concurso. Tudo cabe no Twitter. E ainda dá para participar de promoções, postar uma foto, enfim, liberdade para participar socialmente da vida virtual.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Incompetências administrativas II

Já reclamei aqui de empresas modernas que não utilizam o sistema para administrar seu call center. A Editora Abril, com tanto poder de comunicação, está vacilando com o contato com seus ex-assinantes.
Explico: sou assinante de revistas há décadas. Já tive oito assinaturas simultâneas.
Cláudia, Saúde, Vida Simples, Mundo Estranho, Superinteressante da Editora Abril, Criativa da Editora Globo, além de esporádicas temporadas gratuitas de Veja, Caras, Época e outras menos famosas.
Pois bem. Cada vez que resolvo dar um tempo na revista e não renovar, a Editora Abril me persegue por email, por telefone e enviando carnês para minha casa, "para regularizar a assinatura". Eles simplesmente não aceitam um "não quero mais assinar"! Não dava para registrar num sistema de computador qualquer que eu não renovei a assinatura porque não quis, que já informei que não quero mais? Não gosto de ser tratada como inadimplente. Não renovei e já avisei que não vou renovar. Mas toda semana eles fazem contato por email, por telefone, e de vez em quando chega a "última chance" de regularizar a minha assinatura.
Chato isso!
Outra chatice é do jornal Folha de S.Paulo. Sempre me aparece uma oferta para receber o jornal gratuitamente por 15, 20 dias. Algumas vezes aceitei, mas na hora de exercer a opção "parar de receber" antes que comecem a cobrar, é uma novela. Te passam por várias pessoas e você precisa explicar para cada uma porque não quer. Se é uma opção, bastaria eu dizer "não quero", certo? E se o período gratuito é permitido apenas uma vez por CPF, porque continuam mandando a oferta por email, por carta, embutida em encomendas recebidas pelo correio...
Com tanto desenvolvimento em informatização, um gerenciamento do banco de dados, com seleção e arquivamento das informações, diminuiria esses transtornos, que acabam manchando a imagem que temos das empresas de comunicação.
A falta de respeito dá impressão de desorganização administrativa. Ou incompetência mesmo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dos tempos da faculdade

Menos de seis meses do final do curso de jornalismo já dá prá falar dos tempos da faculdade como passado?

Para compor uma matéria especial para o Dia das Mães, eu e a Luísa fomos procuradas pelo portal R7 para conceder uma entrevista na semana passada. O especial foi publicado no domingo às 14h30. É sempre uma experiência interessante.

Sem falsa modéstia, enviei o link por email para um monte de conhecidos. Alguns retornaram, sempre elogiando, e o interessante foi retomar o contato com o pessoal da Uninove. O professor Alexandre foi quem nos indicou para a Agência Casa de Notícias, intermediária do R7. A professora Ana Lúcia revelou me ver como exemplo para colegas e professores. O William concordou com minhas declarações e passou o endereço do seu novo blog sobre a Copa do Mundo de Futebol.

Nesse meio tempo tive notícias da Flávia, da Gabriela e da Érika que também têm blogs. O Miralles está sempre no Twitter e outros colegas também criaram perfis, mas pouco aparecerem por lá. Soube que a Mayra pretende fazer intercâmbio, seguindo a Lidyane. Mas é só.
Gostaria de manter contato com muitos outros. De vez em quando encaminho uns emails para uns e outros, mas sem retorno.

E eu gostaria de saber o que o pessoal da minha ex-sala achará quando souber que a professora Cilene não dá mais aula na Uninove. Lembro quando ela "rogou uma praga" na turma dizendo que daria aula até para nossos filhos. Eu era a mais suscetível, por causa da Luisa. E a Cilene até chegou a dar umas aulas para a turma da Luísa, mas abandonou o curso, simplesmente. O professor Newton contou para a turma da Luísa que a Cilene estava em Brasília, cuidando dos interesses da revista deles, Com Ciência Ambiental.

Link da matéria do R7

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cinema do fim de semana



Neste final de semana (1 e 2 de maio) assisti mais três filmes: Sherlock Holmes, Caso 39 e Homem de Ferro II.
Os dois primeiros em casa, baixados da internet. Como já expliquei, sou contra pirataria, mas não tenho recursos financeiros para bancar essa minha convicção sem ficar muito defasada na parte cultural cinematográfica.
Gostei dos três, diferente do final de semana anterior. Sherlock é muito divertido e foi interessante ver o Robert Downey Jr na atuação anterior ao Homem de Ferro II. Caso 39 é o que eu esperava de um filme de suspense beirando o terror. Uma delícia.

E Homem de Ferro atendeu a expectativa, apesar da sessão dublada. Não por opção, quando fui comprar os ingressos perguntei e a vendedora confirmou que era legendado. Só quando começou o filme é que constatamos a mentira. O pior é aguentar a criançada que logicamente prefere a sessão dublada. Mas passada a raiva do engodo, vc se conforma e aproveita o programa. Para mim faltou ouvir Back in black de novo, mas teve AC/DC e muito rock na trama. Uma dica para quem for assistir: espere o final dos letreiros que tem aquela última cena, que só os mais pacientes conseguem assistir.
Ficou a vontade de rever várias cenas, de preferência em casa, para ver em camera lenta e repetir até saciar a sede de detalhes.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Comentando um pouco mais


Postei no http://twitter.com/ceciliacar um comentário sobre três filmes que assisti no final de semana (24-25 de abril), mas ficou difícil explicar em 140 caracteres minha insatisfação com o tempo mal investido na frente da TV. Os três filmes de 2009 que eu quis assistir no cinema, mas por vários motivos (entre eles a falta de grana) não fui. Meu marido achou para download na internet e apesar de eu ser contra pirataria, se fosse esperar para pagar pelo aluguel ou comprar o DVD, sabe lá quando eu veria as produções.

No sábado acabei de assistir "O anticristo" (com ou sem hífen, à sua escolha). Willian Defoe é feio que dói para o papel de galã e a atriz principal é simplesmente comum. Ah! Jamais perca seu tempo com esse filme. De anti-cristo não tem nada. Ou eu é que não entendi nada. Mas posso afirmar: é sexo explícito e violência gratuita o tempo todo. Horrível, sem pé nem cabeça, uma enrolação só. Isso ou a poesia é tão sutil que eu não entendi bulhufas. Tá mais para grosseria mesmo.

No domingo à tarde assisti Julie&Julia. Sou aficionada por histórias que misturam culinária e romance. São meus filmes favoritos. Tinha uma boa expectativa. Conta uma história que eu mesma gostaria de realizar: 524 receitas em 365 dias, tudo registrado num blog. Mas esse achei chatinho. A Julia prá mim ficou caricata. A Julie é infantil. Quase não tem culinária, não senti emoção. É um filme médio, passável.

À noite ainda assisti Avatar. Sem 3D, mas na LCD de 32' com home theater, achei satisfatório. Não é o tipo de filme que me atrai, não me esforcei mesmo para ir vê-lo no cinema. Aliás, falou que é 3D, já me desanima. Não aderi. Assisti por pura curiosidade. Achei longo, cansativo, apesar de estar à vontade na sala da minha casa, ter parado para ver as "pegadinhas do Faustão" e dar um intervalo maior na metade da história para jantar na cozinha. Muita fantasia para meu gosto. Previsível. Não gostei.

Queria ver a Ilha do Medo, talvez o Chico Xavier. Em casa ou na sala grande.
Certeza só o Homem de Ferro II quando estrear, para ouvir AC/DC no surround do cinema. Só isso já vale a pena.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mais regulamentação na publicidade


É proibido proibir

Uma lei federal de julho de 2009 que deve ser regulamentada até o final do mês pelo Conselho Nacional de Trânsito, obriga anúncios de veículos a incluírem frases educativas sobre cinto de segurança, uso de capacete e respeito à velocidade, nos mesmos moldes das campanhas de saúde embutidas nos anúncios de cigarros.
Eu fico pensando se não é melhor educar direito as crianças do que ficar impondo essas regras para a publicidade. Além dos cigarros já tem os medicamentos, o leite que não deve ser usado no período de amamentação, as bebidas alcoólicas versus direção... O governo não dá conta de educar seus cidadãos, depois fica "intuchando" mensagens obrigatórias na publicidade dos produtos, como se cada segundo na TV, cada centímetro nos impressos, não custasse uma fortuna para os anunciantes.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Desperdício de dinheiro público

Assisti a prefeitura de São Paulo gastar meu dinheiro trocando as calçadas em frente ao Cingapura da Av.Zaki Narchi - Vila Guilherme. Não precisava. A calçada estava em boas condições. Mas a referida avenida é de grande circulação. Dá visibilidade. E lá foram eles colocar a tal calçada "verde", com os tais blocos intertravados e uma faixa com grama. Começou o desperdício aí: plantaram a grama primeiro, depois foram colocar grades e pintar muretas, serviço que estragou boa parte da grama recém-plantada. Agora, pouco tempo depois, resolveram plantar árvores nessa calçada. Desmontaram vários quadrados no piso intertravado para abrir buracos para as mudas, que são tão altas que quase encostam nos fios dos postes. Imagina quando essas árvores crescerem: vão atrapalhar a fiação com certeza. Isso, SE crescerem, né, porque a muda pode nem pegar naquele solo pobre em nutrientes. E já não chegava os postes, orelhões, caçambas de lixo, agora temos árvores atrapalhando a circulação dos pedestres, que deveria ser a função de toda calçada. O que foi feito do projeto Passeio Livre?
E pensar que tudo é feito com o meu dinheiro.
Porque é tão difícil para a administração pública planejar uma obra simples como uma calçada?
Aliás, porque não vão fazer calçadas lá na periferia onde não tem calçamento nenhum? Porque escolher uma avenida movimentada para refazer um serviço que nem reforma precisava? Outro descalabro são os canteiros centrais: cada vez que muda o Subprefeito, eles mudam a concepção do canteiro central das avenidas movimentadas, não sei se para mostrar serviço ou para impor sua marca. Uma hora fazem muretas, depois quebram muretas, daqui a pouco replantam tudo... só desperdício de dinheiro público.